NOVO ARTIGO

RECUSA DA OTAN E UE NO ESTREITO DE HORMUZ 2026

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  imagem gerada por IA / Trump e estreito de Hormuz Recusa da OTAN e UE no Estreito de Hormuz 2026: Erro de Chamberlain, Ameaça de Mísseis Iranianos e o Fim da Proteção Americana na Europa A guerra entre EUA-Israel e Irã, deflagrada em 28 de fevereiro de 2026, não é apenas mais um conflito no Oriente Médio. É o momento em que a Europa decidiu, mais uma vez, ficar de fora — e isso pode custar muito caro. "Não é nossa guerra" Enquanto mísseis balísticos iranianos caem diariamente sobre Israel, Arábia Saudita, Emirados e bases americanas, a OTAN e a União Europeia responderam com um sonoro “não é nossa guerra”. Trump pediu uma coalizão naval para reabrir o Estreito de Hormuz — rota que responde por 20% do petróleo e gás mundial. A resposta europeia? Silêncio ou desculpas diplomáticas. Alemanha, França e a própria chefe de política externa da UE foram claros: “Não vamos colocar nossos soldados em risco”. Essa postura lembra dolorosamente Neville Chamberlain em 1938. Acreditan...

BRASIL, SOB NOVA DIREÇÃO

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As medidas de ajustes econômicos  e fiscais, elaborada pelo governo e sua equipe principalmente a PEC 241[1] ,aprovada em primeiro turno pelo plenário da câmara dos deputados em 10/10/2016 (necessário aprovação em dois turnos) por uma maioria esmagadora, 366 votos a favor e 111 contra, não tem o condão de ser a panaceia para todos os males do Brasil. Contudo, aponta uma direção que a nau verde e  amarela deve e tem que seguir, ensejando assim uma melhor percepção dos mercados internacionais no que concerne a boa governança e comando da macro e micro economia.

Não obstante, há vários interesses difusos, que fazem com que  esta PEC  apresente ares malignos e benignos dependendo do interesse daqueles que pretendem  obter resultados positivos ou perder interesses relativos em detrimento da aplicação das medidas.

O sistema de pesos e contrapesos está em azáfama, com alguns órgãos do governo tendo que realizar cortes em seus orçamentos.  Desta forma, as ideologias vão se somando aos casuísmos políticos no sentido de prejudicar ou auferir vantagem para determinado grupo, partido e órgãos governamentais. O interesse nacional é apenas uma questão de semântica neste momento.

Destarte toda esta celeuma, fato é que estas medidas e outras impopulares que virão, devem ser implementada no sentido de equilibrar as finanças públicas e o  déficit da previdência, leia-se (INSS e aposentadorias). O País está quebrado, embora detenha a máquina de impressão de moedas, não pode ceder a tentação de imprimi-las sem lastro, que outrora era baseado no ouro e hoje tem como padrão o dollar ou reservas/ativos cambiais.

No governo passado, não importava se era ouro ou dollar, o mais importante era quem detinha o domínio da máquina para emissão de moedas, expandir sempre a base monetária era o foco principal. O Banco Central e BNDES era a cozinha da trupe econômica do governo anterior. Pois bem, quebraram o país, só não quebraram  a máquina porque foram impedidos  a tempo, de prosseguir em seus desvarios  político populista.  

Contudo, falemos das alvíssaras; a inflação esta cedendo terreno, minimamente mas está. A  prévia de setembro foi de 0,08 segundo dados do índice IPCA, fonte (Anbima). A indústria mostra que deseja sair  da inércia, pois está adquirindo bens de capital (maquinas e equipamentos)para modernizar o parque industrial e reduzir os custos de produção, amparado em nova tecnologia e mão de obra mais qualificada.

O risco Brasil, vem perdendo intensidade e apresenta uma redução bastante significativa com as medidas econômicas e de saneamento das contas públicas implementadas. Atualmente encontra-se no patamar de 294.35 frente a 495,09 no governo anterior em que o Brasil perdeu o selo de bom pagador e foi rebaixado pelas agencias de riscos. (S&P, Moody´s, Fitch).  Como resultado desta perda de grau de investimento,  o Brasil deixa de receber o ingresso de capital estrangeiro lastreado em fundos soberanos.

Em relação à política, o pais respondeu bem nas urnas. O escrutínio de outubro de 2016 simplesmente excomungou os políticos aventureiros e populistas, sinônimo de gastança desenfreada e decidiram escolher aqueles que estão comprometidos (ainda é uma palavra muito forte) com erário público e boa gestão.

A Petrobrás está sendo saneada, com uma gestão mais competente e profissional, voltada para o sistema de meritocracia e fortalecimento dos programas de “compliance”.
Uma nova política de licitação, estará sendo apresentado pela ANP (agencia nacional do petróleo) flexibilizando as regras para participação de grandes “players” internacionais, sem a necessidade de estar Petrobras vinculadas a todos os leilões, até porque ela não possui capital para isto.

Resta então a sociedade civil, mídia, partidos políticos e instituições diversas acompanhar e cobrar resultados do governo de uma forma sensata. A simples ideia de retorno ao passado de bolha megalomaníaca de consumismo, está totalmente descartada, não deu certo, e o preço, toda a sociedade está pagando. Temos muito trabalho a frente para preparar o Brasil para uma nova geração que está entrando em cena.


Dados sobre o autor:

Paulo S.Silvano Oliveira
Advogado – Consultor Jurídico
Extensão em Direito marítimo (transporte marítimo, oil & gás, avarias, etc)
“Expertise” em portos – tendo atuado por 10 anos em portos da VALE. Empresas
De comércio exterior, Armadores Gregos, Empresas de reparos navais, etc.
Linkedin: BR.linkedin.com/in/paulosilvano



[1] PEC -  Proposta de emenda constitucional – A PEC 241 propõe que seja fixado um teto para os gastos públicos por um período de 20 anos. 

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