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NOVO ARTIGO

RUAS EM CHAMAS E O PODER INVISÍVEL

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  créditos de imagem: https://pixabay.com/pt/illustrations/geopol%c3%adtica-xadrez-mapa-globo-9502438/ Dívida, Ruas em Chamas e o Poder Invisível — Uma Leitura Geopolítica do Presente Capítulo V Introdução As imagens se repetem em diferentes idiomas e bandeiras: ruas tomadas por manifestantes, Estados pressionados por crises fiscais, governos acuados entre a repressão e a negociação. Irã, Venezuela , União Europeia e Rússia parecem realidades desconectadas, mas compartilham um pano de fundo comum : a tensão entre dívida, soberania e legitimidade num sistema global altamente integrado. Este artigo propõe uma leitura não conspiratória, porém crítica . Não se trata de afirmar a existência de um “governo mundial secreto”, mas de reconhecer uma arquitetura de poder difusa — econômica, financeira e informacional — que condiciona decisões nacionais e empurra sociedades ao limite. Uma “mão invisível” não como sujeito oculto, mas como conjunto de incentivos sistêmicos que operam a...

A DOENÇA DO MUNDO E A NORMALIZAÇÃO DO COLAPSO

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  créditos de imagem: https://pixabay.com/pt/illustrations/humano-noite-estrelas-c%c3%a9u-tabela-9814976/ A Doença do Mundo e a Normalização do Colapso Uma leitura escatológica a partir de Thomas Mann Há períodos na história em que a humanidade adoece sem perceber. A enfermidade não se limita ao corpo ou à economia; ela atinge o espírito, a linguagem, os valores e as instituições. Quando isso acontece, o colapso deixa de causar espanto e passa a ser tratado como parte natural da vida. A Bíblia descreve esse estado com precisão inquietante: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal” . Thomas Mann , em A Montanha Mágica , captou esse fenômeno com rara profundidade. Embora o romance se passe em um sanatório nos Alpes suíços , o próprio autor deixa claro que a doença ali presente não se restringia aos pacientes. O sanatório funcionava como um microcosmo da sociedade europeia do início do século XX — uma civilização refinada, culta e, ao mesmo tempo, profundamente enferma. Não ...