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O MUNDO ANTES DO MESSIAS "FAKE"

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  imagem gerada por IA O mundo antes do falso messias Como Daniel, Paulo, Jesus e Apocalipse descrevem a preparação do sistema final Há uma diferença sutil — mas decisiva — entre o relógio e o palco . O relógio marca a hora. O palco revela o cenário. Muitos cristãos, ao lerem os capítulos finais de Daniel , procuram um relógio: um cronograma exato que lhes permita identificar o instante preciso do arrebatamento, o surgimento do Anticristo ou a eclosão da grande tribulação. Mas talvez a Escritura esteja fazendo algo mais sofisticado. Talvez ela não esteja nos entregando apenas um relógio; talvez esteja nos mostrando o teatro do fim — a lenta montagem de um mundo que, cansado do caos, se torna cada vez mais disposto a aceitar um governante brilhante, sedutor e finalmente tirânico. Em Daniel, esse governante aparece como um mestre da intriga, da diplomacia enganosa, da aliança estratégica e da exaltação blasfema. Em Paulo, ele é o “homem da iniquidade”. Nos evangelhos de Jesus, ele...

TORNEIRAS ABERTAS

TORNEIRAS ABERTAS


Por Paulo Silvano em 26/07/2014

A decisão do banco central nesta semana em injetar R$ 45 bilhões na economia provenientes do depósito compulsório dos bancos, como estímulo de crédito soa um pouco desproporcional em relação a decisão deste mesmo órgão em manter a taxa de juros “Selic” em 11 por cento. E o acordo de Basiléia 2 e 3 como fica? Espeta por um lado, assopra por outro. O clima de incertezas que paira sobre a economia é gritante, a indústria não está produzindo por diversos fatores, alguns deles: o cambio com dólar baixo estimulando as importações em detrimento das exportações,  a alta carga tributária, ineficiência ou mão de obra desqualificada e salários com reajustes acima da inflação em um ambiente de baixa produtividade e desestímulo empresarial.

Diante deste cenário interno desfavorável, com crescimento do PIB sendo revisado para menos de 1%, em uma perspectiva mais otimista, temos ainda o ano eleitoral em que as políticas de estímulo ou incentivo ao crescimento apresentam mais do mesmo, pois nenhum candidato (governo ou oposição) vai querer correr o risco de piorar as coisas, principalmente com medidas impopulares ( ajuste fiscal, reforma política, manutenção do tripé econômico, aumento de tarifas, etc) medidas estas que deverão ser levadas a efeito em 2015, com governo ou oposição no comando.

O que deixou o mercado econômico um pouco confuso, foi a contrariedade do governo em anunciar uma medida de manutenção da taxa de juros e depois abrir as torneiras de liquidez para estimulo de crédito. É sabido que a população, denominada como mercado de consumo está bastante endividada em relação a aquisição dos chamados bens posicionais(linha branca, veículos, móveis, vestuário, construção...)e também há uma saturação deste modelo econômico. A sociedade em geral está exigindo novas demandas, como saúde, educação, transporte e mobilidade urbana, respostas rápidas e eficiência no setor público. Enfim, uma redução do tamanho do estado, evitando que se torne um leviatã, mencionado no livro de Thomas Hobes.

É certo que não podemos voltar ao estado de natureza, desinstituir(não existe esta palavra em nosso dicionário, penso eu) ou desconstituir as Instituições como querem alguns niilistas pregando o caos. A ascensão de 35 a 40 milhões de pessoas à classe C, potenciais consumidores, disputadas a ferro e fogo pelo mercado nacional e internacional criou um novo fator social, uma demanda nova ainda imperceptível à classe política na disputa pelo voto. Este fato ainda subjacente será a panaceia para o partido que tiver a sensibilidade de descobrir uma adequada abordagem. Basta lembrar as manifestações ocorridas em junho de 2013 ainda sendo decodificada pelos partidos políticos, antropólogos e imprensa.

Por fim, insta ressaltar que o Brasil terá que realizar as reformas necessárias, cortando gastos públicos, aumentando tarifas, fazendo a gestão do mercado sem ingerência no setor produtivo, coisas que a UE teve que fazer passando por um período longo de impopularidade, recessão, crescimento baixo, contudo, começa a mostrar resultados em países como Portugal, Italia, embora com taxas de desemprego ainda um pouco elevadas, cerca de 10 a 12%. A continuar como está a taxa de juros por aqui, 11%, a classe empresária continua relutante entre aplicar na produção ou comprar títulos do tesouro. O setor de serviços não vai sustentar as bases por muito tempo.

Espero que o próximo governo, atual ou oposição, recoloque o país novamente no caminho do progresso, com instituições sólidas, pleno funcionamento do mercado, respeito ao estado de direito, tudo isto está funcionando e resistindo aos embates. Estamos nos destacando como país democrático, porém, é imperativo buscar ser competitivo  dentro da cadeia produtiva global, atuando como protagonista, principalmente agora que temos avançado no bloco dos BRICS e boas perspectiva de acordo entre Mercosul e UE.


Lembrando que; “Nem só de pão, vive o homem”


Dados do autor:
Paulo S.Silvano Oliveira
Advogado
Extensão em Direito marítimo
Áreas de atuação, navegação (cabotagem, offshore e longo-curso)
“Expertise” em portos – tendo atuado por 10 anos em portos da VALE.
Atuado como empresário em reparações navais.
Linkedin: BR.linkedin.com/in/paulosilvano

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