NOVO ARTIGO

THE IMPACT OF AGING AND THE REDUCTION OF THE VISUAL FIELD

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  Image credits: https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-verde-ecologico-olho-6402413/ Beyond the Visual Field: How Science and Neuroplasticity Bring New Hope for Eye Health Vision is, without a doubt, one of our most precious senses. It is through sight that we interpret the world, recognize beloved faces, read, enjoy the beauties of nature, and maintain our independence. However, as the years go by, it is natural for our bodies to experience wear and tear—and the eyes are no exception. Understanding the process of ocular aging and the reasons behind the reduction of the visual field is the first step toward taking better care of our health and maintaining a high quality of life. The Impact of Aging and the Reduction of the Visual Field As we age, vital structures of the eyes—such as the crystalline lens, the retina, and the optic nerve—undergo gradual biological changes. One of the most common phenomena associated with advanced age is the progressive loss of periph...

TORNEIRAS ABERTAS

TORNEIRAS ABERTAS


Por Paulo Silvano em 26/07/2014

A decisão do banco central nesta semana em injetar R$ 45 bilhões na economia provenientes do depósito compulsório dos bancos, como estímulo de crédito soa um pouco desproporcional em relação a decisão deste mesmo órgão em manter a taxa de juros “Selic” em 11 por cento. E o acordo de Basiléia 2 e 3 como fica? Espeta por um lado, assopra por outro. O clima de incertezas que paira sobre a economia é gritante, a indústria não está produzindo por diversos fatores, alguns deles: o cambio com dólar baixo estimulando as importações em detrimento das exportações,  a alta carga tributária, ineficiência ou mão de obra desqualificada e salários com reajustes acima da inflação em um ambiente de baixa produtividade e desestímulo empresarial.

Diante deste cenário interno desfavorável, com crescimento do PIB sendo revisado para menos de 1%, em uma perspectiva mais otimista, temos ainda o ano eleitoral em que as políticas de estímulo ou incentivo ao crescimento apresentam mais do mesmo, pois nenhum candidato (governo ou oposição) vai querer correr o risco de piorar as coisas, principalmente com medidas impopulares ( ajuste fiscal, reforma política, manutenção do tripé econômico, aumento de tarifas, etc) medidas estas que deverão ser levadas a efeito em 2015, com governo ou oposição no comando.

O que deixou o mercado econômico um pouco confuso, foi a contrariedade do governo em anunciar uma medida de manutenção da taxa de juros e depois abrir as torneiras de liquidez para estimulo de crédito. É sabido que a população, denominada como mercado de consumo está bastante endividada em relação a aquisição dos chamados bens posicionais(linha branca, veículos, móveis, vestuário, construção...)e também há uma saturação deste modelo econômico. A sociedade em geral está exigindo novas demandas, como saúde, educação, transporte e mobilidade urbana, respostas rápidas e eficiência no setor público. Enfim, uma redução do tamanho do estado, evitando que se torne um leviatã, mencionado no livro de Thomas Hobes.

É certo que não podemos voltar ao estado de natureza, desinstituir(não existe esta palavra em nosso dicionário, penso eu) ou desconstituir as Instituições como querem alguns niilistas pregando o caos. A ascensão de 35 a 40 milhões de pessoas à classe C, potenciais consumidores, disputadas a ferro e fogo pelo mercado nacional e internacional criou um novo fator social, uma demanda nova ainda imperceptível à classe política na disputa pelo voto. Este fato ainda subjacente será a panaceia para o partido que tiver a sensibilidade de descobrir uma adequada abordagem. Basta lembrar as manifestações ocorridas em junho de 2013 ainda sendo decodificada pelos partidos políticos, antropólogos e imprensa.

Por fim, insta ressaltar que o Brasil terá que realizar as reformas necessárias, cortando gastos públicos, aumentando tarifas, fazendo a gestão do mercado sem ingerência no setor produtivo, coisas que a UE teve que fazer passando por um período longo de impopularidade, recessão, crescimento baixo, contudo, começa a mostrar resultados em países como Portugal, Italia, embora com taxas de desemprego ainda um pouco elevadas, cerca de 10 a 12%. A continuar como está a taxa de juros por aqui, 11%, a classe empresária continua relutante entre aplicar na produção ou comprar títulos do tesouro. O setor de serviços não vai sustentar as bases por muito tempo.

Espero que o próximo governo, atual ou oposição, recoloque o país novamente no caminho do progresso, com instituições sólidas, pleno funcionamento do mercado, respeito ao estado de direito, tudo isto está funcionando e resistindo aos embates. Estamos nos destacando como país democrático, porém, é imperativo buscar ser competitivo  dentro da cadeia produtiva global, atuando como protagonista, principalmente agora que temos avançado no bloco dos BRICS e boas perspectiva de acordo entre Mercosul e UE.


Lembrando que; “Nem só de pão, vive o homem”


Dados do autor:
Paulo S.Silvano Oliveira
Advogado
Extensão em Direito marítimo
Áreas de atuação, navegação (cabotagem, offshore e longo-curso)
“Expertise” em portos – tendo atuado por 10 anos em portos da VALE.
Atuado como empresário em reparações navais.
Linkedin: BR.linkedin.com/in/paulosilvano

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