NOVO ARTIGO

COMO PERCEBEMOS O MUNDO

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  créditos de imagem: https://www.pexels.com/pt-br/foto/fotografia-de-baixo-angulo-do-edificio-do-world-trade-center-1840806/ Como Percebemos o Mundo: Simplificação da Realidade, Sentido da Ação e os Limites da Modernidade A Percepção Humana e a Necessidade de Simplificar o Mundo Ao observarmos o mundo ao nosso redor, raramente percebemos a totalidade da realidade como ela de fato é. Em vez disso, enxergamos apenas aquilo que é suficiente para que possamos agir, decidir e sobreviver. Essa ideia, explorada de forma profunda por Jordan Peterson em 12 Regras para a Vida , revela uma verdade desconfortável: nossa percepção não é neutra nem completa, mas funcional. Vemos o mundo não como ele é em sua complexidade infinita, mas como ele precisa ser para que nossos planos e ações façam sentido. A Realidade como Ferramenta: Utilidade acima da Totalidade Essa forma de perceber a realidade funciona como um filtro inconsciente. O cérebro humano simplifica o mundo para torná-lo manejável....

A ESPERA PELO HOMEM PROVIDENCIAL

 


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CAPÍTULO II

O Vácuo de Liderança Global e a Espera pelo Homem Providencial

Há momentos na história em que o mundo parece perder o eixo. São épocas em que antigas estruturas se enfraquecem, os alicerces rangem e aquilo que por séculos sustentou a ordem deixa de oferecer segurança. A Escritura afirma que “não havendo visão, o povo perece” (Provérbios 29:18). Esse princípio, antes espiritual, manifesta-se também no campo político e civilizacional.

Desde os primórdios, a humanidade reage de forma previsível quando sistemas entram em colapso: busca por um libertador. Foi assim nos dias dos juízes em Israel, quando cada um fazia o que parecia certo aos seus próprios olhos. Foi assim no declínio de Roma, quando o povo ansiava por um César forte. Foi assim nas grandes convulsões do século XX. E é assim, novamente, em nossos dias — agora em escala global.

Vivemos um tempo de transição profunda. As lideranças tradicionais perderam autoridade moral, capacidade de decisão e, sobretudo, credibilidade. Presidentes, parlamentos, cortes, conselhos e organismos internacionais já não inspiram confiança nem esperança. Não porque todos sejam maus ou incapazes, mas porque pertencem a um modelo que envelheceu. O mundo acelerou, mas as instituições continuam presas a uma lógica de outro século.


TEMPOS DE DORES DE PARTO

As Escrituras descrevem períodos semelhantes como tempos de “dores de parto” — momentos em que o velho ainda não morreu completamente, mas o novo ainda não nasceu. O resultado é confusão, ansiedade e medo. A sucessão de crises — econômicas, sanitárias, tecnológicas, ambientais e culturais — ocorre sem intervalos. Quando uma ainda não foi resolvida, outra já se anuncia.

Diante desse cenário, forma-se na consciência coletiva da humanidade um triplo movimento interior.

Primeiro, instala-se a desconfiança. As instituições passam a ser vistas como torres vazias, cheias de palavras, mas pobres em soluções. Como nos dias do profeta Isaías, multiplicam-se conselhos, mas falta direção.

Segundo, cresce a ansiedade. O futuro deixa de ser promessa e passa a ser ameaça. A instabilidade constante mina a capacidade de planejamento, enfraquece laços sociais e aprofunda o sentimento de vulnerabilidade. O coração humano, criado para a esperança, não suporta viver indefinidamente no caos.

Terceiro, surge o desejo por uma figura central, alguém que fale com autoridade, aja com rapidez e transmita segurança. Não necessariamente um governante eleito segundo os ritos tradicionais, mas um líder que pareça “ungido” pela necessidade coletiva.



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VÁCUO PSICOLÓGICO DE LIDERANÇAS

É nesse ponto que se forma o que podemos chamar de um vácuo psicológico de liderança. Antes mesmo de um vazio político concreto, surge uma carência espiritual e emocional. O mundo não pede mais processos; pede soluções. Não pede mais debates; pede direção. Não pede mais colegiados; pede alguém.

A história conhece bem essa figura: o homem providencial. Ele não surge, inicialmente, como tirano, mas como resposta. Não aparece como opressor, mas como salvador. Primeiro, ocupa o imaginário das massas, depois, o espaço político. Ele nasce do desejo antes de nascer do poder.

A singularidade do nosso tempo está no fato de que esse vácuo não é nacional, nem regional — é global. As grandes potências da Terra caminham juntas em direção ao enfraquecimento interno. Os Estados Unidos enfrentam divisões profundas; a Europa sofre com fragmentação política e identidade diluída; a Rússia carrega o peso de um império em conflito permanente; a China administra tensões estruturais silenciosas. Nenhuma delas possui condições morais, políticas ou espirituais de exercer liderança global incontestável.

As instituições internacionais, por sua vez, assemelham-se às muralhas descritas pelo profeta Naum: altas por fora, frágeis por dentro. A ONU carece de autoridade real; os organismos financeiros se dividem; a tecnocracia perde legitimidade. O mundo encontra-se, assim, sem um pastor reconhecido — e o rebanho se dispersa.

Mas a Escritura é clara: o vazio nunca permanece vazio. Onde não há direção, outra voz se levantará. Onde não há autoridade legítima, outra será aceita. A psicologia das massas, assim como o coração humano, não tolera a ausência prolongada de referência.

É nesse ambiente que o terreno se torna fértil para a ascensão de um líder carismático global. Ele não se imporá pela força das armas, mas pela sedução da promessa. Surgirá como aquele que oferece paz em meio ao caos, ordem em meio à confusão, estabilidade em meio ao colapso. Será visto, por muitos, como a resposta aguardada.

O palco está montado. O sistema antigo se desfaz. As estruturas tremem. E o mundo, mesmo sem plena consciência, aguarda alguém que diga: “eu trarei a ordem”.

O que poucos percebem é que, muitas vezes, o maior perigo não nasce da opressão aberta, mas da esperança mal depositada.

No próximo capítulo, avançaremos para compreender como o medo coletivo, aliado ao carisma e à promessa de paz, pode preparar o caminho para a aceitação irrestrita de um líder global — e quais paralelos isso guarda com as advertências proféticas registradas nas Escrituras.



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By Zadock Zenas (kernel text)

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