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THE IMPACT OF AGING AND THE REDUCTION OF THE VISUAL FIELD

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  Image credits: https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-verde-ecologico-olho-6402413/ Beyond the Visual Field: How Science and Neuroplasticity Bring New Hope for Eye Health Vision is, without a doubt, one of our most precious senses. It is through sight that we interpret the world, recognize beloved faces, read, enjoy the beauties of nature, and maintain our independence. However, as the years go by, it is natural for our bodies to experience wear and tear—and the eyes are no exception. Understanding the process of ocular aging and the reasons behind the reduction of the visual field is the first step toward taking better care of our health and maintaining a high quality of life. The Impact of Aging and the Reduction of the Visual Field As we age, vital structures of the eyes—such as the crystalline lens, the retina, and the optic nerve—undergo gradual biological changes. One of the most common phenomena associated with advanced age is the progressive loss of periph...

CRUZEIROS MARITIMOS | FÉRIAS A BORDO

 

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CRUZEIROS MARÍTIMOS | Nem sempre o mar está para peixe

Você está se perguntando por que não aproveitar estas férias a bordo de um navio de cruzeiro? A temporada de cruzeiros marítimos 2025/2026,  normalmente se inicia em novembro e se estende até março, consolida-se como um dos períodos mais lucrativos do turismo marítimo no Brasil. Diversas companhias armadoras e operadoras disputam esse mercado altamente competitivo, movimentando cifras expressivas e atraindo milhares de passageiros todos os anos.

Para a temporada 2026, estima-se a operação de vários navios ao longo da costa brasileira, com cerca de 862 mil leitos disponíveis e mais de 200 roteiros confirmados, abrangendo aproximadamente 18 destinos turísticos. Segundo dados divulgados pela Agência Brasil, a expectativa é de que o setor gere algo em torno de R$ 5,2 bilhões para a economia nacional, além da criação de mais de 80 mil empregos diretos e indiretos. ( dados de 2024/2025)

Trata-se, portanto, de um segmento relevante e em plena expansão no Brasil. Contudo, como em qualquer atividade econômica de grande escala, nem sempre o mar está para peixe — especialmente para o passageiro.


O sonho da viagem perfeita… até o imprevisto aparecer

Muitos passageiros se deixam seduzir pela promessa de uma experiência paradisíaca: dias de descanso a bordo, festas, cassinos, gastronomia refinada, paisagens exóticas e o contato com diferentes culturas. Para realizar esse sonho, não são poucos os que comprometem parte significativa de sua renda, parcelando o pacote e contando os dias para a tão esperada viagem.

A bordo, tudo parece perfeito — as preocupações ficam em terra firme. Porém, o mar que parecia calmo pode mudar repentinamente.

Um exemplo emblemático foi amplamente divulgado pelo The New York Times, envolvendo o navio Carnival Triumph, que sofreu um incêndio na sala de máquinas. O acidente comprometeu o sistema de propulsão e os geradores, resultando em uma pane elétrica generalizada. O navio ficou à deriva por cinco dias no Golfo do México, até ser rebocado ao porto do Alabama (EUA). Ao atracar, os cerca de 4.200 passageiros entoaram, de forma irônica, a música “Sweet Home Alabama”.

No Brasil, embora em menor escala, também são frequentes relatos de passageiros envolvendo problemas gastrointestinais, surtos de gastroenterite, falhas nas condições de higiene, extravio de bagagens e interrupções de roteiros.

Outro episódio marcante ocorreu com o navio Viking Sky, que ficou à deriva na costa da Noruega após falhas no sistema de propulsão. A situação tornou-se dramática, com passageiros — muitos deles idosos — sendo resgatados por helicópteros. Ao menos 20 pessoas ficaram feridas e precisaram ser hospitalizadas.


E quando o problema acontece: quais são os direitos do passageiro?

No Brasil, situações dessa natureza encontram respaldo no Código de Defesa do Consumidor (CDC). O artigo 14 estabelece a responsabilidade objetiva do prestador de serviços ou do transportador. Isso significa que não é necessário comprovar culpa, bastando ao consumidor demonstrar:

  • a existência do dano;

  • o nexo causal entre o dano e o serviço prestado.

Em termos práticos, comprovado o prejuízo e sua causa, surge o dever de indenizar. Todavia, a complexidade aumenta quando a empresa armadora decide recorrer ou quando o dano envolve normas internacionais.


Um verdadeiro labirinto jurídico internacional

O transporte marítimo de passageiros é regulado por um emaranhado de leis nacionais e convenções internacionais, nem sempre harmonizadas entre si.

Não é raro que um cruzeiro que navegue em águas brasileiras pertença a um armador grego ou italiano, esteja registrado sob bandeira de países como Panamá, Bahamas ou Libéria — as chamadas bandeiras de conveniência. Esses registros costumam oferecer legislações mais flexíveis em matéria tributária, trabalhista e previdenciária.

No que se refere à tripulação, a legislação brasileira é clara: conforme a NR-71 (setembro de 2006), navios de turismo que permaneçam mais de 91 dias em águas brasileiras devem contar com ao menos 25% de tripulantes brasileiros, com vínculo regido pela CLT. Além disso, a empresa deve manter escritório no Brasil, assumindo responsabilidades perante o ordenamento jurídico nacional.

Entretanto, quando o navio deixa águas territoriais brasileiras e passa a navegar em águas internacionais, prevalece a legislação do país da bandeira, além das convenções internacionais de direito marítimo, como:

  • Regras de Haia

  • Haia-Visby

  • Hamburgo

  • Roterdã

  • Convenção de Atenas sobre Transporte Marítimo de Passageiros (Protocolo de 2002)

Cada uma dessas normas possui características próprias, sendo as Regras de Haia-Visby tradicionalmente mais favoráveis aos armadores. O Brasil, até o momento, não é signatário da maioria dessas convenções, com exceção das Regras de Roterdã.

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Então, vale a pena desistir do cruzeiro?

Definitivamente, não.

O passageiro precisa, antes de tudo, ser diligente na contratação do pacote, observando atentamente:

  • a reputação da empresa armadora;

  • a operadora do serviço;

  • as cláusulas contratuais;

  • as limitações de cobertura do seguro.

É importante destacar que o mercado de cruzeiros de luxo segue aquecido. Para clientes de alto poder aquisitivo, as empresas investem fortemente em excelência, conforto e serviços personalizados, visando fidelização. Em muitos casos, pagar um pouco mais representa menos riscos e mais segurança.


Novos mercados, velhos riscos

As grandes armadoras têm voltado seus olhos para mercados emergentes, como Brasil, China, Rússia, Chile e México, impulsionados pela expansão das classes C e D e pelo aumento do consumo.

Enquanto os mercados da União Europeia e dos Estados Unidos já se encontram saturados, a busca por novos consumidores gera boas margens de receita. O risco, porém, reside na velha máxima corporativa da eficiência extrema: fazer mais com menos. Quando isso ocorre, há o perigo real de negligência em manutenção, segurança e cumprimento de normas internacionais, gerando desconfortos — ou algo pior.


Conclusão: navegar é preciso

Se você teve paciência e boa vontade de acompanhar este artigo até aqui, não desista do seu sonho de desfrutar das delícias de um cruzeiro marítimo. Informação, cautela e leitura atenta do contrato fazem toda a diferença.

Afinal, como já se disse: navegar é preciso.


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By: Paulo Silvano
Advogado
Pós-graduado em Direito Previdenciário
Especialista em Direito Marítimo e Portuário

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