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RECUSA DA OTAN E UE NO ESTREITO DE HORMUZ 2026

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  imagem gerada por IA / Trump e estreito de Hormuz Recusa da OTAN e UE no Estreito de Hormuz 2026: Erro de Chamberlain, Ameaça de Mísseis Iranianos e o Fim da Proteção Americana na Europa A guerra entre EUA-Israel e Irã, deflagrada em 28 de fevereiro de 2026, não é apenas mais um conflito no Oriente Médio. É o momento em que a Europa decidiu, mais uma vez, ficar de fora — e isso pode custar muito caro. "Não é nossa guerra" Enquanto mísseis balísticos iranianos caem diariamente sobre Israel, Arábia Saudita, Emirados e bases americanas, a OTAN e a União Europeia responderam com um sonoro “não é nossa guerra”. Trump pediu uma coalizão naval para reabrir o Estreito de Hormuz — rota que responde por 20% do petróleo e gás mundial. A resposta europeia? Silêncio ou desculpas diplomáticas. Alemanha, França e a própria chefe de política externa da UE foram claros: “Não vamos colocar nossos soldados em risco”. Essa postura lembra dolorosamente Neville Chamberlain em 1938. Acreditan...

ADERBAL E A QUARENTENA








Com coronavírus e Selic em mínima histórica, há mais espaço para ...





ADERBAL E A QUARENTENA

Em meio a esta epidemia de corona vírus e quarentena imposta a população, em uma ida rápida ao supermercado, encontrei uma pessoa conhecida, mas que raramente se pode deparar com frequência. Trata-se do Aderbal (ver o artigo neste blog, intitulado “ O Aderbal tinha razão).


Conversamos um pouco e perguntei sobre a atual conjuntura, e ele me deixou a par de algumas informações. Falou que já conjecturava tudo isto, pois estava em sua poltrona, aproveitando a indolência da quarentena, quando adormeceu e tudo lhes foi mostrado em um sonho.


Como assim, perguntei? Ouça, e foi discorrendo sobre o Japão e diversos países Europeus e também os Estados Unidos, pois estavam com excesso de dinheiro em circulação, a tal de “quantitative easing”, alavancagem de crédito ou afrouxamento monetário.


Disse que os bancos internacionais estavam cobrando para guardar o dinheiro dos clientes, pois havia um período de deflação (inverso da inflação), praticamente induzindo os clientes a gastar e buscar aplicações mais rentáveis, aumentando o apetite de risco em economias emergentes.


Perguntei a ele, que sonho foi este? Calma, me respondeu, vai escutando! Diante disto, continuou ele, as bolsas começaram a receber investimentos diversos e operar em altos picos, no Brasil e exterior. Mas Aderbal...falei eu! Me escuta mais um pouco, objetou ele. O fato é que depois de alguns períodos de ações em alta, investimentos rendendo a contento (Bullish Market/mercado em alta), imaginaram que esta tendência iria continuar por longo tempo.


Contudo, disse Aderbal com olhares sombrios, a coisa mudou. Como assim, perguntei? Os ativos, respondeu ele, começaram a migrar. A preferência se volveu para o mercado de ouro e dólar. Ativos com menos risco. A primeira saída de capitais da bolsa Brasileira se deu em agosto de 2019. Aproximadamente 10 bilhões. A segunda, aconteceu em março de 2020. Em uma saída recorde de 44.5 bilhões. Investidores seguem sempre o dinheiro, disse entre os dentes.


E esta crise e o surto de corona vírus que estamos enfrentando agora, foi mostrado no sonho? Indaguei a ele. Vou chegar lá, me respondeu; lembra-se da disputa comercial entre os EUA e a China que estava causando uma grande confusão e recessão global. Sim, lembro disse eu, a isto, continuou ele, quando os EUA estava para finalizar a negociação de um acordo comercial (trade deal) em condições mais favoráveis aos Americanos, corrigindo as desigualdades na balança comercial.


Ai, disse ele, com os olhos arregalados, estourou a epidemia com o surto de corona vírus, primeiramente na China e depois alastrou-se por todos os continentes, causando uma verdadeira pandemia, com comoção social, desordem nos sistemas de saúde mundial e pânico financeiro e logístico. Uma apropriada teoria Malthusiana (Thomas Malthus, economista Britânico em meados de 1805) para reformular os gargalos dos sistemas e meios de produção.


Mas...tudo isto em um sonho, Aderbal? Você está delirando em um mundo de conspirações. Aí é que está, retrucou ele, perguntei à pessoa que falava comigo em sonhos, como ela sabia disto?  Ao que me respondeu:  observando, [sic] por rodear a terra e passear por ela. “Va de retro” Aderbal! Exclamei eu, tudo isto é maquiavélico. Também acho, replicou ele.


Depois disto, pegou suas compras e caminhou para seu carro, um chevette ano 78, cor azul celeste, com placas Mercosul e foi dirigindo tranquilamente, em meio aquele dia cinzento e chuvoso. Não se turbou, foi embora normalmente. No vidro traseiro, observei que havia um decalque já bem desbotado pela ação das intempéries, com os dizeres: ” O bem triunfará”. Refleti, não é que o Aderbal tem razão!!



Sobre o Autor:
Paulo Sergio Silvano Oliveira
Advogado
Extensão em Direito marítimo
Broker de reparos navais (onshore & offshore, cabotagem e longo-curso)
“Expertise” em portos – tendo atuado por 10 anos em portos da VALE.
Linkedin: BR.linkedin.com/in/paulosilvano
http://inlandmarine.wix.com/repairs-services




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