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QUANDO OS IMPÉRIOS VÃO A GUERRA | PAZ ARMADA

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  imagem criada por IA Quando os impérios vão à guerra O que Nabucodonosor, Ciro, Alexandre e Roma ensinariam sobre EUA, Irã e o mito da vitória moderna Por trás de cada guerra existe uma narrativa visível — e uma teologia invisível. Nos comunicados oficiais, os Estados modernos falam em segurança nacional, defesa preventiva, soberania, liberdade de navegação, estabilidade regional ou proteção da ordem internacional. Mas, por trás desse vocabulário técnico e aparentemente racional, ainda pulsa algo muito antigo: a necessidade de justificar a violência por meio de um princípio superior. Os impérios do passado não escondiam isso. Marchavam em nome dos deuses. A Babilônia guerreava sob a sombra de Marduque . A Pérsia invocava a ordem cósmica de Ahura Mazda . Alexandre atravessava continentes embalado pela convicção de que o destino lhe pertencia. Roma , por sua vez, transformou a guerra em método, a glória em liturgia e a paz em uma forma organizada de submissão. Hoje, o mundo prefer...

O BRASIL NÃO É A SUÍÇA / BRAZIL IS NOT THE SWITZERLAND


arvore da jabuticaba (myrciaria cauliflora). fonte:wikipedia


O BRASIL NÃO É A SUÍÇA



A presidente em exercício parece que mora no Brasil, mas governa a Suíça, tal as frases de efeito que são veiculadas na mídia diariamente.

Quando perguntada a respeito do combate a inflação, metas de superávit primário, corrupção, etc. Costuma responder que a inflação está sobre controle, o superávit primário está de acordo com o planejado, que estão enfrentando dificuldades para cumprimento em função da conjuntura internacional desfavorável; em relação à corrupção o governo está fazendo de tudo para que as investigações prossigam e sejam os culpados punidos exemplarmente, dando total independência aos órgãos de repressão ao crime.

Entretanto, para os brasileiros residentes, a realidade é outra, com inflação acima do teto da meta (IPCA variação 12 meses- IBGE) 6.59 – fonte jornal o globo de 24/11/2014- sem contar a inflação de serviços. Crescimento do PIB sendo revisado constantemente para baixo, agora prevendo 0,5% com muito otimismo e talvez malabarismos. A corrupção na Petrobras atinge níveis estratosféricos, com auditoria externa negando-se a ratificar o balanço que pela lei das empresas de capital aberto ou S/A tem que ser apresentado após o ano de exercício fiscal, janeiro de 2015.

Assim, o  código civil de 2002 em seu art. 1078 preve: “Art. 1.078. A assembléia dos sócios deve realizar-se ao menos uma vez por ano, nos quatro meses seguintes à ao término do exercício social, com o objetivo de..”: Desta forma, pela lei a empresa tem prazo a seu favor para publicação do balanço do exercício anterior até abril de 2015. Mas, não se iluda, ante a negativa da consultoria em ratificar o balanço, a empresa terá sérias dificuldades em rolar sua dívida ou capitalizar investimentos via mercado de ações para seu ambicioso projeto e alcance de metas de produção, previsto em 4.2 milhões de barris de petróleo(bpd) até o ano de 2020 demandando investimentos necessários na ordem de US$ 200 bilhões, isto sem falar em detalhes das ações pleiteando perdas e danos movidas em cortes norte americanas.

Em relação a equipe econômica volta a aparecer as curiosidades brasileiras, ou jabuticaba(fruta genuinamente brasileira) onde temos um ministro da fazenda ortodoxo, planejamento e banco central heterodoxo, quem vai ganhar este cabo de guerra tupiniquim entre Adam Smith x Keynnes. A fazenda (Smith) diz: menos intervenção do estado e arrocho fiscal, por outro lado,  o banco central e planejamento (Keynes) pregam, mais intervenção do estado e politicais fiscais de portas abertas para derramar dinheiro no mercado. Pensamento este que é corroborado pelo partido governista PT em seu projeto de 20 anos de poder.

Diante deste quadro atual, há aparente calma nos mercados pela escolha  do ministro da fazenda que tem a leitura correta da situação econômica atual. Contudo, levando em consideração que a Presidente tem como certo que a sociedade ou parte desta, aprovou o seu projeto de governo quando a reelegeu nas urnas, e na fala do ministro da secretaria geral da presidência, que disse que o novo ministro da fazenda aceitou o convite por considerar viável o projeto do governo, podemos ter uma dimensão do que será esta administração.

O ano que se aproxima (2015) será bastante difícil para o pais, perdemos o “timing” de reformas que poderiam ou deveriam ter sido feitas, durante a benção das commodities, agora com desaceleração econômica mundial, pífio desenvolvimento econômico interno e um mar de escândalos atingindo o PT e partidos aliados somado ao descrédito da classe empresarial, será um verdadeiro trabalho de “Sisifo”[i] . O problema maior é que as agencias classificadoras de risco estão atentamente observando  o desempenho do Brasil, caso as mudanças não sejam implementadas, certamente vão rebaixar a classificação “investment grade” do País o que vai dificultar ainda mais o ingresso de capital estrangeiro, tendo que elevar a taxa de juros que já anda pela camada de ozônio.

Concluindo, a equipe econômica tem que programar as reformas necessárias, o governo terá que gastar menos, reduzir  benesses, haverá desemprego, diminuição de crédito e consumo, clamor da população e alas mais conservadoras do partido PT contra estas medidas consideradas impopulares. É o paradoxo do partido dos trabalhadores, será pressão para todos os lados, resta saber se o governo vai resistir ou voltar à sua velha e conhecida fórmula, de interventor e patrocinador da economia.

Dados sobre o autor:
Paulo S.Silvano Oliveira
Advogado –
Extensão em Direito marítimo (transporte marítimo, oil & gás, avarias, etc)
“Expertise” em portos – tendo atuado por 10 anos em portos da VALE.
Linkedin: BR.linkedin.com/in/paulosilvano







[i] Heroi da mitologia grega que recebeu como castigo empurrar uma pedra até o cume de uma montanha, onde ela rola de volta.





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