NOVO ARTIGO

RECUSA DA OTAN E UE NO ESTREITO DE HORMUZ 2026

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  imagem gerada por IA / Trump e estreito de Hormuz Recusa da OTAN e UE no Estreito de Hormuz 2026: Erro de Chamberlain, Ameaça de Mísseis Iranianos e o Fim da Proteção Americana na Europa A guerra entre EUA-Israel e Irã, deflagrada em 28 de fevereiro de 2026, não é apenas mais um conflito no Oriente Médio. É o momento em que a Europa decidiu, mais uma vez, ficar de fora — e isso pode custar muito caro. "Não é nossa guerra" Enquanto mísseis balísticos iranianos caem diariamente sobre Israel, Arábia Saudita, Emirados e bases americanas, a OTAN e a União Europeia responderam com um sonoro “não é nossa guerra”. Trump pediu uma coalizão naval para reabrir o Estreito de Hormuz — rota que responde por 20% do petróleo e gás mundial. A resposta europeia? Silêncio ou desculpas diplomáticas. Alemanha, França e a própria chefe de política externa da UE foram claros: “Não vamos colocar nossos soldados em risco”. Essa postura lembra dolorosamente Neville Chamberlain em 1938. Acreditan...

EXPORTAÇÃO DE CARNE À RUSSIA. CONTRATO DE RISCO


fonte  http://www.acrissul.com.br/upload/noticia/1389008487.jpg


A CBN veiculou noticia em que o Brasil volta a exportar carne para Russia, sob protestos da União Européia e Estados Unidos devido aos embargos impostos àquele pais. Cada pais é soberano em seus acordos e contratos de vendas internacionais com outras nações. Neste caso o Brasil não participa dos embargos propostos, e os BRICS(Brasil e Russia são partes) mantem acordos de redução tarifária e trocas mútuas.

O problema é que o custo deste tipo de exportação sai mais caro, pois há um agravamento dos riscos e aumento das taxas. Algumas empresas, portos da Russia e regiões consideradas sob levantes, estão sob embargos internacionais. Empresas estas que constam de uma imensa lista de "empresas non gratas" relacionadas com o mercado internacional. Portanto, há um risco maior em relação aos contratos de seguros de exportação pagamento de frete maritimo. Pois, algumas companhias seguradoras e clubes de P&I(seguros protetivos dos armadores) já tem informado aos "carriers" e clientes em potencial, a possibilidade de não cobertura da apólice em escalar determinados portos sob embargo e empresas que estão relacionadas na lista como "não negociáveis"

Embora a maioria das exportações Brasileiras seja na modalidade "FOB" o que reduz um pouco o custo e burocracia, mesmo assim existe risco de não pagamento do seguro e em caso de litigio internacional com relação à carta de crédito será muito difícil para o exportador exigir o adimplemento do contrato, caso a empresa esteja inserida na "black list". Portanto, vai depender muito da formulação do contrato, cláusulas inseridas, principalmente a "paramount clause" que aponta o forum e a lei que sera aplicada.

Assim sendo todo o cuidado é pouco nestes momentos de crises.


autor:


Paulo Silvano
Dados sobre o autor:
Paulo S.Silvano Oliveira
Advogado(maritimo e contratos)
Extensão em Direito marítimo
“Expertise” em portos – tendo atuado por 10 anos em portos da VALE.
Linkedin: BR.linkedin.com/in/paulosilvano



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