Pensando em comprar um Cooktop

PENSANDO EM COMPRAR UM COOKTOP?

Imagem
  créditos de imagem: https://unsplash.com/pt-br/fotografias/panela-de-aco-inoxidavel-no-fogao-a-gas-branco-HWxCA3UfO5M PENSANDO EM COMPRAR UM COOKTOP? Cooktop a Gás vs. Cooktop de Indução: Qual a Melhor Escolha? Na hora de montar ou reformar a cozinha, a escolha do cooktop ideal pode gerar dúvidas. Entre os modelos disponíveis, os cooktops a gás e de indução se destacam por suas características distintas. Ambos possuem vantagens e desvantagens que devem ser analisadas conforme o perfil do usuário e o tamanho da família. Além disso, há comparações a serem feitas com o tradicional fogão a gás. Funcionamento Cooktop a Gás : Funciona com o uso de botijão de gás ou gás encanado. A chama aquece diretamente as panelas, semelhante ao funcionamento dos fogões convencionais. Cooktop de Indução : Utiliza um campo eletromagnético para aquecer as panelas diretamente, sem geração de calor no próprio cooktop. Requer panelas com fundo ferroso para funcionar. Vantagens e Desvantagens Cooktop ...

O TARIFAÇO E O DESEJO DOS OLHOS

 

créditos de imagem: Imagem gerada por IA

A Nova Guerra Fria Comercial: EUA x China e a Luta Pelo Século XXI


Nas últimas décadas, o mundo assistiu à ascensão da China como potência econômica e à tentativa dos Estados Unidos de preservar sua hegemonia global. A guerra comercial iniciada de forma explícita durante o governo Trump, com o aumento generalizado de tarifas contra produtos chineses — e a resposta imediata de Pequim — revelou mais do que um embate econômico: tratava-se da cristalização de uma disputa estratégica pela liderança global no século XXI.


O Tarifaço de Trump: O Início da Nova Etapa

Quando Donald Trump anunciou o aumento de tarifas sobre centenas de bilhões de dólares em produtos chineses, seu objetivo declarado era reduzir o déficit comercial americano e proteger a indústria nacional. No entanto, o pano de fundo ia muito além: tratava-se de conter o avanço chinês em setores estratégicos, como tecnologia, inteligência artificial e telecomunicações — áreas nas quais o plano "Made in China 2025" deixava claro o desejo de liderança global.

A China, por sua vez, respondeu com a mesma moeda, aumentando tarifas sobre produtos agrícolas e industriais dos EUA. A escolha dos alvos não foi aleatória: ao mirar o cinturão agrícola americano, onde Trump tinha forte apoio político, Pequim mostrava domínio estratégico e disposição para o jogo duro.


Hegemonia em Disputa

Os Estados Unidos emergiram das duas grandes guerras do século XX como potência hegemônica, moldando a ordem internacional liberal baseada em comércio livre, alianças ocidentais e instituições multilaterais. Essa ordem garantiu ao país não apenas prosperidade, mas a difusão do chamado “american way of life”, símbolo do sucesso capitalista e do ideal de liberdade.

Porém, o crescimento meteórico da China colocou esse modelo sob tensão. Desde as reformas de Deng Xiaoping, o país abraçou elementos do capitalismo sem abrir mão do controle político centralizado. Criou-se, assim, um sistema híbrido: economia de mercado com planejamento estatal e forte vigilância social. O resultado? Centenas de milhões de pessoas saíram da pobreza, e o país tornou-se a segunda maior economia do mundo em menos de 30 anos.

Esse crescimento criou uma nova classe média chinesa, acostumada a níveis de conforto e consumo impensáveis no passado. O Partido Comunista Chinês sabe que não pode recuar: qualquer retrocesso econômico pode significar agitação social em uma sociedade com mais de 1,4 bilhão de habitantes. Manter o "status quo" de crescimento e estabilidade tornou-se questão de sobrevivência para o regime.


                                            

                                                                                             créditos de imagem: imagem gerada por IA


Dois Modelos, Um Objetivo

Apesar das diferenças gritantes entre democracia liberal e autoritarismo estatal, EUA e China compartilham um objetivo comum: dar as cartas no jogo global. Cada país persegue sua liderança de forma distinta:

  • EUA: reforçando alianças estratégicas, buscando reindustrializar o país (com políticas de reshoring), mantendo controle sobre cadeias críticas de suprimentos e impondo sanções ou restrições a empresas chinesas como Huawei e TikTok.

  • China: expandindo sua influência pelo mundo por meio da Iniciativa do Cinturão e Rota, investindo em infraestrutura em países em desenvolvimento, garantindo acesso a recursos naturais estratégicos e buscando autossuficiência tecnológica.

Ambos têm lideranças fortes e nacionalistas. Trump, mesmo fora da presidência (por ora), pavimentou um caminho que Biden em grande parte manteve. Xi Jinping, por sua vez, consolidou poder como nenhum outro líder chinês desde Mao.


E o Resto do Mundo?

Para os demais países, a disputa representa um desafio constante. De um lado, há o mercado consumidor americano e a proteção de propriedade intelectual. Do outro, o dinamismo chinês e suas oportunidades de financiamento e investimento. Muitos governos se veem forçados a “escolher um lado” em questões-chave, como 5G, semicondutores, inteligência artificial e segurança nacional.


A Lógica do Desejo e a Pressão das Multidões

Num plano mais profundo, filosófico e antropológico, pode-se dizer que o verdadeiro motor da tensão entre essas potências está menos nas ideologias políticas e mais nas aspirações materiais de seus povos. A democracia americana e o comunismo chinês, apesar de suas diferenças estruturais, governam sob a mesma pressão essencial: atender ao desejo crescente de bem-estar e prosperidade.

Ambos os modelos políticos dependem da entrega constante de crescimento, consumo e conforto. Quando essa promessa é frustrada — seja por crises, recessões, desemprego ou inflação — a legitimidade dos governantes começa a ruir.

O filósofo francês Gilles Lipovetsky observou que vivemos numa era marcada pelo "imperativo do bem-estar", onde o desejo de consumir tornou-se uma norma social, quase uma obrigação. Nesse contexto, governos não apenas administram o Estado, mas devem alimentar continuamente essa máquina de desejos, que nunca se satisfaz por completo.

Já o antropólogo René Girard, ao explorar o conceito de "desejo mimético", nos ajuda a compreender por que povos tão diferentes convergem nos mesmos anseios materiais: eles desejam o que o outro possui ou aparenta possuir. A prosperidade americana é espelho e estímulo para a ambição chinesa — e vice-versa. Esse desejo recíproco e competitivo é o que torna o embate inevitável.


Conclusão: A Guerra Silenciosa que Molda o Futuro

O que começou como uma disputa tarifária evoluiu para um embate multifacetado: econômico, tecnológico, diplomático e, potencialmente, militar. O mundo não assiste a uma Guerra Fria como no século XX, mas sim a uma Nova Guerra Fria — comercial, estratégica e com consequências imprevisíveis.

A grande pergunta que permanece é: quem moldará as regras do século XXI? A resposta pode não estar apenas em Washington ou Pequim, mas nos corredores discretos de acordos comerciais, inovações tecnológicas, desejos sociais e expectativas econômicas.

No fim das contas, talvez o grande campo de batalha não seja nem o comércio, nem a tecnologia, mas sim o coração humano — insaciável, desejante, e eternamente inquieto.


Gostou deste artigo? Compartilhe com seus amigos e familiares para que mais pessoas conheçam nosso trabalho!

Além disso, se você aprecia o conteúdo do nosso blog e deseja apoiar nosso trabalho, considere contribuir com uma doação via PIX. (paulosilvano.juridico@gmail.com) Sua contribuição ajuda a manter o blog funcionando e a trazer mais conteúdos relevantes para você! Qualquer valor é muito bem-vindo!😃

Agradecemos seu apoio e nos vemos no próximo artigo!


By, Paulo Silvano (kernel text)

Advogado, pós graduado em Direito Previdenciário, extensão em Direito Marítimo e Portuário

Powered by IA.



Comentários

outras postagens

PENSANDO EM COMPRAR UM COOKTOP?

MENOPAUSA | Sintomas e Impactos

A PÁSCOA | Chocolate ou Cordeiro?

O DIVÓRCIO | História e Aspectos

ENGLAND AND WALES HIGH COURT | Legal battles

PERDA DA MEMÓRIA | Como reconhecer os sinais