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GUERRA, IDEOLOGIA E REALIDADE

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  créditos de imagem: https://pixabay.com/pt/photos/apocalipse-guerra-desastre-2459465/ Guerra, Ideologia e Realidade: Por Que Alguns Conflitos Não Terminam Quando Deveriam? Em guerras modernas , há uma expectativa quase automática: superioridade tecnológica leva à vitória rápida. A lógica parece simples. Se uma superpotência entra em campo, o desfecho deveria ser questão de tempo. Mas a história raramente obedece à lógica linear. Conflitos não são equações matemáticas. São fenômenos políticos, culturais e psicológicos. A ilusão da vitória instantânea Potências como os Estados Unidos operam com capacidade militar incomparável. Inteligência, drones , precisão cirúrgica, domínio aéreo. Israel, por sua vez, desenvolveu uma das estruturas tecnológicas e estratégicas mais eficientes do planeta. Em tese, confrontos diretos contra Estados regionais deveriam produzir resultados rápidos. Em tese. A prática mostra outra coisa. O fator invisível Alguns regimes operam com racionalidade ...

DEMOCRACIA, VENTO DAS PAIXÕES

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DEMOCRACIA, VENTO DAS PAIXÕES




O Brasil passa por momentos insólitos nesta trajetória em busca de inserção no cenário político e econômico mundial. Os ventos que assolam o mundo contemporâneo estão ainda soprando no sentido de um realinhamento e   hegemonia entre as grandes potencias continentais.

Por enquanto, o que se percebe entre as névoas da mudança é somente presságios e incertezas, com especulações diversas em virtude da recente vitória do republicano Donald Trump a presidência dos Estados Unidos e as alternâncias políticas na União Europeia que oscila entre centro e extrema direita, flertando com o ultra nacionalismo, que vem ganhando prosélitos em escala universal.

Há uma insatisfação generalizada por parte da sociedade, expressado através das mídias sociais, com uma sucessão de acontecimentos que tem gerado indignação e até escarnio em relação a classe política em uma veemente negativa de aceitação a qualquer ato ou proposta por parte destes atores. Vide o último caso envolvendo o primeiro ministro da Itália, Matteo Renzi, que ficou exposto ao vitupério público.

No Brasil, não tem sido diferente, temos uma classe política amedrontada e aterrorizada com os avanços da “lava jato” ao mesmo tempo em que sussurram entre paredes uma maneira de impedir que o judiciário avance em mais investigações e surjam mais prisões. A “bastilha já está cheia” e vem mais por ai com a tão esperada “colaboração da empresa Odebrecht – a mãe de todas as colaboradoras – Os políticos estão apavorados, a imprensa, esfregam as mãos, ansiosa por “peixe grande” a ser exposto nas capas de jornais e aumento de audiência em televisão.

Enquanto isto, o governo tenta aprovar as medidas econômicas e previdenciárias em um congresso tomado pelo medo e fazendo todo tipo de barganha para escapar da prisão iminente. Há todo tipo de interesses envolvido nesta República. Há os que não querem ser presos (ninguém quer, na verdade) e conspiram  contra a operação “lava jato”, mas em público, louvam esta “sagrada operação”, os que querem poder e cargos políticos, interesses próprios, a oposição que a todo custo querem derrubar o governo, insuflando sindicatos, protocolizando processos e mais processos de “impeachment” a cada percalço de algum ministro ou índices econômicos negativos. 

Há também os que querem o poder por meio de novas eleições, torcendo para que o atual governo venha a soçobrar, resultando em fracasso seu plano emergencial, culminando com a piora da economia, aumento do desemprego e inflação sem controle, estes são os  “ Nihilistas”

A sociedade precisa estar atenta neste momento, todos se apresentam com o propósito de salvar o país, querendo ser protagonista em momento tão conturbado, fabricando problemas para vender soluções. Contudo tal como Caronte - o barqueiro que na mitologia grega, transportava as almas para o outro lado do rio, desde que pagassem com uma moeda - Ao que tudo indica, ninguém reservou esta moeda para o barqueiro e assim estão vagando sem rumo, sem poder realizar a travessia.

O momento é de preocupação, o Brasil precisa de governabilidade que possa proporcionar segurança jurídica, estabilidade política e econômica. Estas são as moedas para a travessia deste nefasto estado de coisas. Há diversidade de ventos soprando nos poderes judiciário, executivo e legislativo, diversas correntes ideológicas emergem neste momento.

A continuar este imbróglio, os investidores externos não vão colocar um centavo no país enquanto não se sentirem seguros e confiantes que o governo tenha uma sólida base política no congresso e que possa manter as regras do jogo, proporcionando segurança jurídica aos contratos.

É preciso convergência para que a nação rume na direção certa e o governo que ai está, possa ter condições de implementar as mudanças necessárias com ajuda do congresso e participação ativa de toda a sociedade. Cautela e bom senso sempre foram pontos chaves em qualquer situação, agora principalmente.

Dados sobre o autor:

Paulo S.Silvano Oliveira
Advogado / Consultor
Extensão em Direito marítimo (transporte marítimo, oil & gás, avarias, etc)
“Expertise” em portos – tendo atuado por 10 anos em portos da VALE.
Empresas de reparos navais e Agencias marítimas.
Linkedin: BR.linkedin.com/in/paulosilvano

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