O PRINCÍPIO DAS DORES | Abordagem aos recentes acontecimentos
Convulsões Globais e o Princípio das Dores
Os últimos acontecimentos mundiais têm revelado um cenário de instabilidade que atravessa continentes e sistemas políticos. Protestos no Irã, a crise permanente na Venezuela, as disputas geopolíticas envolvendo a Groenlândia e o prolongado conflito entre Rússia e Ucrânia não são fatos isolados. À luz das Escrituras, muitos enxergam nesses eventos sinais de um tempo já anunciado: o chamado “princípio das dores”.
Irã: quando o poder se volta contra o próprio povo
Entre todos esses episódios, os protestos no Irã merecem especial atenção. A história demonstra que regimes autoritários, quando ameaçados, tendem a reagir com violência contra sua própria população. O objetivo é claro: sufocar qualquer questionamento ao poder estabelecido, ainda que o custo seja alto — mortos, feridos e uma sociedade marcada pelo medo.
Esse padrão não é novo. A repressão interna sempre foi um recurso de impérios inseguros, que preferem destruir seus próprios filhos a perder o controle. A violência torna-se, assim, uma tentativa desesperada de manter uma ordem que já não se sustenta.
Ecos de impérios antigos
A Bíblia descreve impérios que, ao se verem derrotados em guerras ou pressionados por crises internas, recorriam a práticas extremas. Em algumas culturas, filhos eram sacrificados para aplacar a suposta ira de divindades como Moloque ou Dagom. Era a lógica do desespero espiritual: oferecer o que havia de mais precioso na esperança de preservar o poder.
O mais grave é que mesmo Israel, em determinados períodos de desobediência a Deus, acabou assimilando esses costumes abomináveis, afastando-se completamente da vontade divina. As Escrituras são claras ao condenar tais práticas, revelando que elas não traziam livramento, mas juízo.
O princípio das dores
Jesus, ao falar sobre o fim dos tempos, comparou esse período às dores de parto. As contrações anunciam que algo está para nascer, ainda que o momento final seja desconhecido. Vivemos exatamente esse estágio: conflitos, convulsões sociais, guerras e perseguições não são o fim em si mesmos, mas sinais de que o mundo caminha para uma transformação profunda. "Todas essas coisas, porém, são o princípio das dores" (Mateus 24:8).
O profeta Daniel já havia descrito reinos em constante conflito, marcados por alianças frágeis, ferro misturado com barro, simbolizando sistemas políticos fortes em aparência, mas internamente instáveis (Daniel 2:41–43). Essa fragilidade estrutural se repete nas nações contemporâneas.
O que está por vir ainda não se revela plenamente. Contudo, os acontecimentos atuais antecipam que não se trata de algo agradável do ponto de vista humano. O aumento da violência, da intolerância e do autoritarismo aponta para um cenário de crescente sofrimento.
Potestades e batalhas invisíveis
Outro aspecto frequentemente esquecido é que, segundo a Bíblia, as nações não agem apenas por decisões humanas. Governos acreditam estar edificando seus próprios projetos de poder, mas, na realidade, são influenciados por forças espirituais que transcendem o plano material. O apóstolo Paulo afirma: "Porque a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso" (Efésios 6:12).
Essa realidade espiritual ajuda a compreender por que conflitos aparentemente irracionais se prolongam e se intensificam. O livro do Apocalipse descreve esse embate final como um período de grande engano, perseguição e violência global (Apocalipse 12:12; 13:7).
Essa compreensão bíblica não exime líderes de responsabilidade, mas amplia a visão sobre a origem dos conflitos. O que vemos no plano material é reflexo de uma realidade espiritual mais profunda.
Uma advertência para o nosso tempo
As convulsões no Irã, na Venezuela, na Europa Oriental e em outras regiões do mundo funcionam como um alerta. A história se repete porque a natureza humana, afastada de Deus, insiste nos mesmos erros. As Escrituras já haviam anunciado esses tempos, não para gerar pânico, mas para despertar vigilância e reflexão. O Apocalipse adverte que, nos últimos dias, as nações seriam enganadas e mergulhadas em conflitos sucessivos (Apocalipse 20:8).
Curiosamente, filósofos ao longo da história também perceberam esse ciclo de decadência e conflito. Platão, em A República, alertava que sociedades governadas apenas pelo desejo e pela força caminham inevitavelmente para a tirania. Søren Kierkegaard, por sua vez, via o desespero como a doença do espírito humano quando este se afasta de Deus e tenta encontrar sentido apenas nas estruturas terrenas.
Pensadores contemporâneos como Hannah Arendt analisaram como regimes autoritários transformam a violência em instrumento político legítimo, enquanto Zygmunt Bauman descreveu a modernidade como "líquida", marcada pela instabilidade, medo e fragilidade dos vínculos sociais. Essas reflexões filosóficas, ainda que partam de premissas distintas, dialogam diretamente com o diagnóstico bíblico sobre a condição humana.
Momento de Discernimento
Mais do que tentar prever datas ou eventos específicos, o momento exige discernimento espiritual e intelectual. O “princípio das dores” nos convida a compreender que os reinos deste mundo são transitórios, como já advertia Daniel, enquanto o Reino de Deus permanece para sempre. Em meio ao caos descrito por profetas, apóstolos e filósofos, essa continua sendo a única esperança sólida para a humanidade.
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By: Zadock Zenas (kernel text)
Creta
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