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RECUSA DA OTAN E UE NO ESTREITO DE HORMUZ 2026

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  imagem gerada por IA / Trump e estreito de Hormuz Recusa da OTAN e UE no Estreito de Hormuz 2026: Erro de Chamberlain, Ameaça de Mísseis Iranianos e o Fim da Proteção Americana na Europa A guerra entre EUA-Israel e Irã, deflagrada em 28 de fevereiro de 2026, não é apenas mais um conflito no Oriente Médio. É o momento em que a Europa decidiu, mais uma vez, ficar de fora — e isso pode custar muito caro. "Não é nossa guerra" Enquanto mísseis balísticos iranianos caem diariamente sobre Israel, Arábia Saudita, Emirados e bases americanas, a OTAN e a União Europeia responderam com um sonoro “não é nossa guerra”. Trump pediu uma coalizão naval para reabrir o Estreito de Hormuz — rota que responde por 20% do petróleo e gás mundial. A resposta europeia? Silêncio ou desculpas diplomáticas. Alemanha, França e a própria chefe de política externa da UE foram claros: “Não vamos colocar nossos soldados em risco”. Essa postura lembra dolorosamente Neville Chamberlain em 1938. Acreditan...

DEMOCRACIA E PODER


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Nestes tempos extremados em que estamos vivenciando o caminhar das sociedades, principalmente, a ocidental, sempre oscilando de um lado a outro, mas, raramente o pendulo se posiciona em equilíbrio. Tem se que esta insatisfação, expõe suas razoes na forma em que as coisas se apresentam e a maneira como os governantes tem exercido o poder político, que se desvanece, dissociado das legitimas aspirações do povo.


Em uma sociedade digitalizada que vivemos, as demandas sociais primárias, não conseguem ser absorvidas pela classe política, imersa em seus próprios interesses e concepções. Desta forma, cria-se um abismo entre os partidos políticos e o conjunto social, em termos de obediência e cumplicidade. Assim, muitos partidos estão sendo simplesmente triturados e desprezados pelo cidadão digital.


A esquerda, como fenômeno, que despontou em seguida ao período pós-guerra, em meio a uma sociedade, um tanto niilista à época, que buscava respostas para tanta barbárie e mortos; encontrou abrigo na mente das pessoas que acreditaram nas propostas socialistas de redução das desigualdades, inclusão social e maior distribuição de renda. Uma espécie de “neo” Renascimento.


Contudo, este belo e oportuno discurso, era apenas um deslocamento circunstancial e na prática, se mostrava outra coisa. Mesmo nos países desenvolvidos, com uma sociedade mais evoluída e organizada, a esquerda continua a perder terreno. Não para o centro ou direita. Mas, tendente à extrema direita. Provavelmente, na França, o presidente Macron não será reeleito, abrindo caminho para vitória de Marine Le Pen.


Na américa Latina, a esquerda está imersa em um mar de privilégios e corrupção. No Brasil em que estes governos se sucederam por quase 14 anos no poder. Houve pequenos avanços e gigantescos retrocessos. A sociedade encontra-se bastante fragmentada e disforme.
                                                               
                                     
O tecido social e as instituições estão atomizadas. Isto não é involuntário, pois, é mais fácil converter um indivíduo a determinada ideologia do que um grupo. Com isto, famílias estão desagregadas, experimentando novos conceitos e pilares. Como resultado, a divisão entre “nós e eles”.


Com efeito, o mundo caminha para governos de direita e extrema direita. Centralizadores de poder. Os EUA, não obstante o desprezo da imprensa, elegeram Donald Trump, outros países, também decidiram por governos de direita, como:  Russia, Turquia, Israel, Austria, Holanda, Itália, dentre outros.


Concluindo, por que esta inflexão dos povos? Para responder a esta pergunta temos que recorrer a sociologia de Talcott Parsons[i]. Em brilhante trabalho sobre o poder e suas nuances, Talcott nos apresenta o seguinte pensamento:

“a saber, que o poder é mercadoria rara, que só podemos possuir às custas de outra pessoa. Ou ainda: que o poder que possuo é a contrapartida do fato de que alguém não o possui.”


Neste sentido, o poder como potência, é exercido de forma singular pelos governos, com o pêndulo da ideologia determinando a finalidade a que se destina. Ainda um pouco mais dos excertos de Parsons, temos que:

“Se X tem poder, é preciso que em algum lugar haja um ou vários Y que sejam desprovidos de tal poder. É o que a sociologia norte-americana chama de teoria do “poder de soma zero”: o poder é uma soma fixa, tal que o poder de A implica o não poder de B. Esta tese (ou este pressuposto, quando a tese não é expressamente enunciada), encontra-se em autores tão diferentes ideologicamente como Marx, Nietzsche, Max Weber, Raymond Aron, Wright Mills...” [ii]


Agora sim, completando o raciocínio, a Democracia precisa do poder para organizar de forma teleológica os governos e fazer valer o pacto social. Por sua vez, a sociedade tem que estar atenta e cobrar governos eleitos pelo voto, a cumprirem seu programa apresentado, estabelecendo metas e medição de performance. Ao mesmo tempo, o poder necessita da Democracia para legitima-lo em consolidar os ideais mais elevados da sociedade.


Sobre o autor:

Paulo S.Silvano Oliveira
Advogado / Consultor
Extensão em Direito marítimo (transporte marítimo, oil & gás, avarias, etc)
“Expertise” em portos – tendo atuado por 10 anos em portos da VALE.
Empresas de reparos navais e Agencias marítimas.
Linkedin: BR.linkedin.com/in/paulosilvano






[i] Talcott Edgar Frederick Parsons (Colorado Springs13 de dezembro de 1902 — Munique8 de maio de 1979) foi um sociólogoestadunidense. Seu trabalho teve grande influência nas décadas de 1950 e 1960.  – Fonte: Wikipedia / google

[ii] Do Livro “O que é o Poder”, Gerard Lebrun, editora Brasilience, 1981

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