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QUANDO OS IMPÉRIOS VÃO A GUERRA | PAZ ARMADA

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  imagem criada por IA Quando os impérios vão à guerra O que Nabucodonosor, Ciro, Alexandre e Roma ensinariam sobre EUA, Irã e o mito da vitória moderna Por trás de cada guerra existe uma narrativa visível — e uma teologia invisível. Nos comunicados oficiais, os Estados modernos falam em segurança nacional, defesa preventiva, soberania, liberdade de navegação, estabilidade regional ou proteção da ordem internacional. Mas, por trás desse vocabulário técnico e aparentemente racional, ainda pulsa algo muito antigo: a necessidade de justificar a violência por meio de um princípio superior. Os impérios do passado não escondiam isso. Marchavam em nome dos deuses. A Babilônia guerreava sob a sombra de Marduque . A Pérsia invocava a ordem cósmica de Ahura Mazda . Alexandre atravessava continentes embalado pela convicção de que o destino lhe pertencia. Roma , por sua vez, transformou a guerra em método, a glória em liturgia e a paz em uma forma organizada de submissão. Hoje, o mundo prefer...

TORNEIRAS ABERTAS

TORNEIRAS ABERTAS


Por Paulo Silvano em 26/07/2014

A decisão do banco central nesta semana em injetar R$ 45 bilhões na economia provenientes do depósito compulsório dos bancos, como estímulo de crédito soa um pouco desproporcional em relação a decisão deste mesmo órgão em manter a taxa de juros “Selic” em 11 por cento. E o acordo de Basiléia 2 e 3 como fica? Espeta por um lado, assopra por outro. O clima de incertezas que paira sobre a economia é gritante, a indústria não está produzindo por diversos fatores, alguns deles: o cambio com dólar baixo estimulando as importações em detrimento das exportações,  a alta carga tributária, ineficiência ou mão de obra desqualificada e salários com reajustes acima da inflação em um ambiente de baixa produtividade e desestímulo empresarial.

Diante deste cenário interno desfavorável, com crescimento do PIB sendo revisado para menos de 1%, em uma perspectiva mais otimista, temos ainda o ano eleitoral em que as políticas de estímulo ou incentivo ao crescimento apresentam mais do mesmo, pois nenhum candidato (governo ou oposição) vai querer correr o risco de piorar as coisas, principalmente com medidas impopulares ( ajuste fiscal, reforma política, manutenção do tripé econômico, aumento de tarifas, etc) medidas estas que deverão ser levadas a efeito em 2015, com governo ou oposição no comando.

O que deixou o mercado econômico um pouco confuso, foi a contrariedade do governo em anunciar uma medida de manutenção da taxa de juros e depois abrir as torneiras de liquidez para estimulo de crédito. É sabido que a população, denominada como mercado de consumo está bastante endividada em relação a aquisição dos chamados bens posicionais(linha branca, veículos, móveis, vestuário, construção...)e também há uma saturação deste modelo econômico. A sociedade em geral está exigindo novas demandas, como saúde, educação, transporte e mobilidade urbana, respostas rápidas e eficiência no setor público. Enfim, uma redução do tamanho do estado, evitando que se torne um leviatã, mencionado no livro de Thomas Hobes.

É certo que não podemos voltar ao estado de natureza, desinstituir(não existe esta palavra em nosso dicionário, penso eu) ou desconstituir as Instituições como querem alguns niilistas pregando o caos. A ascensão de 35 a 40 milhões de pessoas à classe C, potenciais consumidores, disputadas a ferro e fogo pelo mercado nacional e internacional criou um novo fator social, uma demanda nova ainda imperceptível à classe política na disputa pelo voto. Este fato ainda subjacente será a panaceia para o partido que tiver a sensibilidade de descobrir uma adequada abordagem. Basta lembrar as manifestações ocorridas em junho de 2013 ainda sendo decodificada pelos partidos políticos, antropólogos e imprensa.

Por fim, insta ressaltar que o Brasil terá que realizar as reformas necessárias, cortando gastos públicos, aumentando tarifas, fazendo a gestão do mercado sem ingerência no setor produtivo, coisas que a UE teve que fazer passando por um período longo de impopularidade, recessão, crescimento baixo, contudo, começa a mostrar resultados em países como Portugal, Italia, embora com taxas de desemprego ainda um pouco elevadas, cerca de 10 a 12%. A continuar como está a taxa de juros por aqui, 11%, a classe empresária continua relutante entre aplicar na produção ou comprar títulos do tesouro. O setor de serviços não vai sustentar as bases por muito tempo.

Espero que o próximo governo, atual ou oposição, recoloque o país novamente no caminho do progresso, com instituições sólidas, pleno funcionamento do mercado, respeito ao estado de direito, tudo isto está funcionando e resistindo aos embates. Estamos nos destacando como país democrático, porém, é imperativo buscar ser competitivo  dentro da cadeia produtiva global, atuando como protagonista, principalmente agora que temos avançado no bloco dos BRICS e boas perspectiva de acordo entre Mercosul e UE.


Lembrando que; “Nem só de pão, vive o homem”


Dados do autor:
Paulo S.Silvano Oliveira
Advogado
Extensão em Direito marítimo
Áreas de atuação, navegação (cabotagem, offshore e longo-curso)
“Expertise” em portos – tendo atuado por 10 anos em portos da VALE.
Atuado como empresário em reparações navais.
Linkedin: BR.linkedin.com/in/paulosilvano

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