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NOVO ARTIGO

QUANDO OS IMPÉRIOS VÃO A GUERRA | PAZ ARMADA

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  imagem criada por IA Quando os impérios vão à guerra O que Nabucodonosor, Ciro, Alexandre e Roma ensinariam sobre EUA, Irã e o mito da vitória moderna Por trás de cada guerra existe uma narrativa visível — e uma teologia invisível. Nos comunicados oficiais, os Estados modernos falam em segurança nacional, defesa preventiva, soberania, liberdade de navegação, estabilidade regional ou proteção da ordem internacional. Mas, por trás desse vocabulário técnico e aparentemente racional, ainda pulsa algo muito antigo: a necessidade de justificar a violência por meio de um princípio superior. Os impérios do passado não escondiam isso. Marchavam em nome dos deuses. A Babilônia guerreava sob a sombra de Marduque . A Pérsia invocava a ordem cósmica de Ahura Mazda . Alexandre atravessava continentes embalado pela convicção de que o destino lhe pertencia. Roma , por sua vez, transformou a guerra em método, a glória em liturgia e a paz em uma forma organizada de submissão. Hoje, o mundo prefer...

SOCIEDADE DOENTE E O ESTOICISMO

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  créditos de imagem: https://www.pexels.com/pt-br/foto/pessoas-andando-de-carrossel-no-parque-136412/ A Sociedade doente e seus desejos insaciáveis Vivemos em uma era onde o excesso se confunde com necessidade, e a busca incessante por distração encobre uma inquietação existencial. Roger Waters, na música Amused to Death , descreve uma sociedade que transforma a guerra em espetáculo e o sofrimento em entretenimento, como se a realidade fosse um jogo online.  De forma semelhante, em A Montanha Mágica , Thomas Mann nos apresenta um sanatório onde os pacientes se consideram saudáveis enquanto são lentamente consumidos pela enfermidade. Ambos os retratos apontam para um mesmo fenômeno: uma sociedade doente que se ilude com sua própria vitalidade. O que diferencia a sociedade contemporânea é que sua doença não é apenas física ou psicológica, mas estrutural. Vivemos em um tempo em que a hiperconectividade e o consumismo voraz se tornaram os pilares de nossa identidade. Queremo...