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QUANDO OS IMPÉRIOS VÃO A GUERRA | PAZ ARMADA

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  imagem criada por IA Quando os impérios vão à guerra O que Nabucodonosor, Ciro, Alexandre e Roma ensinariam sobre EUA, Irã e o mito da vitória moderna Por trás de cada guerra existe uma narrativa visível — e uma teologia invisível. Nos comunicados oficiais, os Estados modernos falam em segurança nacional, defesa preventiva, soberania, liberdade de navegação, estabilidade regional ou proteção da ordem internacional. Mas, por trás desse vocabulário técnico e aparentemente racional, ainda pulsa algo muito antigo: a necessidade de justificar a violência por meio de um princípio superior. Os impérios do passado não escondiam isso. Marchavam em nome dos deuses. A Babilônia guerreava sob a sombra de Marduque . A Pérsia invocava a ordem cósmica de Ahura Mazda . Alexandre atravessava continentes embalado pela convicção de que o destino lhe pertencia. Roma , por sua vez, transformou a guerra em método, a glória em liturgia e a paz em uma forma organizada de submissão. Hoje, o mundo prefer...

A LINGUAGEM O DISCURSO E O MÉTODO



A LINGUAGEM, O DISCURSO E O MÉTODO.


A construção de um pensamento lógico, o esforço de estruturação sintática e o empenho no sentido de transmitir a mensagem, coloca o emissor desta, como protagonista principal no propósito de criar no receptor um caráter de aderências às ideias  no intuito de dissemina-las a todo o tecido social.
O parágrafo acima, bem como as frases postas, a princípio, parece prescindir de uma estrutura lógica, na sua forma de interpretação mais coloquial.

 Mas, é este o propósito desta primeira parte do artigo. Expressar um pensamento ou dizer algo fático pode acontecer de diversas maneiras, bastando para tal, utilizar adequadamente as figuras de linguagens. O Estado tem abusado desta prerrogativa, utilizando de forma recorrente e com muita perspicácia este tipo de ferramenta na mídia.

Haja vista, os últimos números divulgados em relação ao PIB, o crescimento econômico previsto para este ano, arrisca-se um prognóstico em 2.3% (2.5% ??) o pior dentre os BRICS (sigla dos países emergentes como: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) cuja média anual tem sido 3.5%. Em seu recente relatório, o FMI se mostrou profundamente reticente em relação ao Brasil, pela estagnação econômica, crescente déficit da dívida pública, disparidade entre os setores de bens e serviços, dificuldade de investimento e solução dos problemas em infraestrutura, taxa de inflação acima da meta, desconstruindo todo o arcabouço que o antigo ministro da fazenda fixou como teto da meta e ainda, o que eles chamam de contabilidade exótica (eufemismo) praticada pelo banco central.

Tudo isto está acontecendo no atual exercício político. Contudo, (aí, a linguagem se torna metafísica) os efeitos destes percalços embora percebidos não se materializem de forma contundente na população. Primeiro, porque não chegam a tocar o bolso do contribuinte, caso chegue, é de forma muito suave, quase um resvalo. Quando isto acontece, e já aconteceu, basta lembrarmos as movimentações populares ocorridas em junho do ano passado, o “Establishment” logo cria uma estratégia de defesa, aceitou e atenderam algumas reinvidicações que de tão difusas, e dispares acabou por favorecer a estratégia dos Governantes, culminando com o problema da espionagem que caiu como uma luva aos propósitos do Governo.

Entretanto, um fato novo acabou de adentrar a cena política, trazendo um pouco mais de luz à plateia, trata-se da fusão ou como estão dizendo a recepção do virtual partido Rede da egressa Marina Silva em composição com o PSB de Eduardo Campos. Quem sabe este fato novo, venha  trazer o público para mais próximo do palco, em vez de meros expectadores se tornem coadjuvantes desta peça política.

 Desta forma, a lógica do discurso, tende a mudar para a lógica clássica ou alética(derivado da palavra grega alethéa ¨verdade¨) onde os argumentos serão verdadeiros, caso haja veracidade dos fatos ou falso, se não verificado na conformidade do que foi escrito. (ALFRED Tarski – a concepção semântica da verdade, SP/UNESP,2007. Apud CARVALHO, Paulo de Barros – Direito tributário, Linguagem e Método.)

Concluindo, a linguagem e o discurso que nos tem sido apresentado, está relacionado a uma metodologia. É preciso estar muito atento ao conteúdo do discurso para entender a sua forma, a carga ideológica subjacente e a que propósito foi ele construído.
Avança Brasil !!!

Dados sobre o autor:
Paulo S.Silvano Oliveira
Advogado
Extensão em Direito marítimo
Áreas de atuação, navegação (onshore, offshore e longo-curso)
“Expertise” em portos – tendo atuado por 10 anos em portos da VALE.


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