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QUANDO OS IMPÉRIOS VÃO A GUERRA | PAZ ARMADA

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  imagem criada por IA Quando os impérios vão à guerra O que Nabucodonosor, Ciro, Alexandre e Roma ensinariam sobre EUA, Irã e o mito da vitória moderna Por trás de cada guerra existe uma narrativa visível — e uma teologia invisível. Nos comunicados oficiais, os Estados modernos falam em segurança nacional, defesa preventiva, soberania, liberdade de navegação, estabilidade regional ou proteção da ordem internacional. Mas, por trás desse vocabulário técnico e aparentemente racional, ainda pulsa algo muito antigo: a necessidade de justificar a violência por meio de um princípio superior. Os impérios do passado não escondiam isso. Marchavam em nome dos deuses. A Babilônia guerreava sob a sombra de Marduque . A Pérsia invocava a ordem cósmica de Ahura Mazda . Alexandre atravessava continentes embalado pela convicção de que o destino lhe pertencia. Roma , por sua vez, transformou a guerra em método, a glória em liturgia e a paz em uma forma organizada de submissão. Hoje, o mundo prefer...

AMERICAN NIGHTMARE


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Os americanos, ou parte deles fizeram uma opção arriscada ao escolherem o candidato Donald Trump para ocupar a Casa Branca e o destino dos EUA, Uma super potencia econômica e militar. Os apoiadores de Trump sabem que ele é perigoso e inapto para este importante cargo. Todavia, não conseguem estimar  o quanto e como.

Mesmo assim, resolveram arriscar ( uma aposta?) contrariando todas as possibilidades e bom censo geral que permeia os indivíduos com uma percepção média da situação em relação ao homem comum e seu meio. Não obstante, estes eleitores foram  impelidos por um forte sentimento nacionalista subjacente, de mudança ao cenário orgânico atual.

Todos eles sabem que criaram um monstro, que as promessas de campanha não serão entregues, que o sonho dourado de pleno emprego e renda não existem mais. Não depende de governos, más é parte de uma conjuntura econômica e realinhamento geopolítico mundial. A opção pelo risco revela um desejo do caos. Na obra de Nietzsche, interpretada por Harr, podemos entender melhor que:

“É na inapreensível mistura de destruição e de afirmação – destruição que regenera e afirmação em que toda certeza adquirida é dissolvida e se oculta – que se encontra sem dúvida o caráter mais desorientador desse pensamento. Longe de nós pretender fornecer a chave, pois ele tem necessariamente várias ‘entradas’” (Haar 1, pp. 17-8).

HAAR, Michel. Nietzsche et la métaphysique. Paris: Gallimard, 1993

Concluindo, a opção por um candidato “outsider” mostra todo o desprezo e insatisfação pelas políticas de estado e classe política em geral. Que o sonho americano de uns, não passa de grande pesadelo para outros. Diante deste cenário de incertezas, não há alternativa a não ser uma ruptura social total, criando o caos, para depois, das cinzas, como uma fênix, resurgir  uma nação com todo vigor onde reina a igualdade e justiça para todos.


Este ponto de inflexão é perigoso, a humanidade já passou por experiências empíricas semelhantes. O resultado, não foi nada bom. Contudo desejamos melhor sorte à América.



Dados sobre o autor:
Paulo S.Silvano Oliveira
Advogado – Consultor de empresas
Extensão em Direito marítimo (transporte marítimo, oil & gás, avarias, etc)
“Expertise” em portos – tendo atuado por 10 anos em portos da VALE. Empresas
De comércio exterior, Armadores Gregos, Empresas de reparos navais, etc.
Linkedin: BR.linkedin.com/in/paulosilvano


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