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QUANDO OS IMPÉRIOS VÃO A GUERRA | PAZ ARMADA

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  imagem criada por IA Quando os impérios vão à guerra O que Nabucodonosor, Ciro, Alexandre e Roma ensinariam sobre EUA, Irã e o mito da vitória moderna Por trás de cada guerra existe uma narrativa visível — e uma teologia invisível. Nos comunicados oficiais, os Estados modernos falam em segurança nacional, defesa preventiva, soberania, liberdade de navegação, estabilidade regional ou proteção da ordem internacional. Mas, por trás desse vocabulário técnico e aparentemente racional, ainda pulsa algo muito antigo: a necessidade de justificar a violência por meio de um princípio superior. Os impérios do passado não escondiam isso. Marchavam em nome dos deuses. A Babilônia guerreava sob a sombra de Marduque . A Pérsia invocava a ordem cósmica de Ahura Mazda . Alexandre atravessava continentes embalado pela convicção de que o destino lhe pertencia. Roma , por sua vez, transformou a guerra em método, a glória em liturgia e a paz em uma forma organizada de submissão. Hoje, o mundo prefer...

ECONOMIA, GAFIEIRA E RECESSÃO






Na música “Piston de gafieira” interpretada magistralmente pelo inesquecível  e saudoso Moreira da Silva, narra a história de um baile de gafieira em que tudo transcorria calmamente até que um pé subiu e alguém de cara foi ao chão. Iniciada a confusão, a orquestra logo toma providências para subir o tom e aumentar o som dos instrumentos para dar aparência de normalidade, e ai o ‘ piston tira a surdina e Poe as coisas no lugar’ (sic).



No Brasil, segue o baile da economia, anteriormente capitaneada por juros baixos, crédito fácil, larga oferta de produtos e consumo frenético,  era o “quantitative easing” Brasileiro, largas somas de dinheiro injetadas no mercado através do crédito fácil patrocinado pelos bancos públicos, contaminando também  os bancos privados que não queriam perder a oportunidade de auferir lucros e principalmente pelo senhor dos créditos emprestados a juros ínfimos à classe empresária, o BNDES. Não podemos olvidar de mencionar o brilho das commodities com  demanda crescente e preços estelares, o apogeu do baile.


Orquestra tocando, corria solto o baile até que um pé subiu e alguém tombou ao chão, veio a crise de 2008 (a tal da marolinha) não vai chegar por aqui! Mais crédito fácil, mais dinheiro injetado à economia, preços e tarifas públicas represadas, mercado automobilístico aquecido e inflação saindo de controle. Aliás, controle é o verbo menos conjugado por este governo. Corpo no chão,  desaceleração da economia mundial, principalmente pela China, escândalos de corrupção na Petrobras e o surgimento da operação Lava-jato trazendo a tona o imponderável, fatos novos até então nunca presenciados pelos brasileiros.


A isto, soma-se a queda do preço do petróleo, chegando a custar o barril “Brent” a menos de USD 23,00 valendo menos que o próprio tambor, segundo a revista quatro rodas. Com isto esvaneceu o sonho da Petrobras em prosseguir com o programa pré-sal. Custos de exploração altíssimos em relação ao preço do barril atual, tornando inviável o projeto. Mas o baile tem que continuar, apesar do país ter sofrido rebaixamento pelas agencias de risco “downgrade”, inflação a mais de 10 por cento, taxa de juros a 14,25%. Mais uma benesse do BC que poderia tê-la aumentado.


A orquestra diante desta situação aumenta o som dos instrumentos, Depois da saída do Ministro Levy  (estranho a orquestra) que queria parar a música, entrou outro que imediatamente mandou tirar a “surdina do piston” para que tocasse mais alto. Mais do mesmo querem estimular novamente a oferta de crédito para provocar a demanda. Mas, o público já está ressabiado, melhor dizendo, endividado e desconfiado.


Com um processo de impedimento ou “impeachment” por sobre a cabeça, tal qual a espada de Dâmocles[1], o governo não reúne capacidade técnica e nem política para se livrar desta situação, com uma base política partidária extremamente arenosa, não pode contar nem mesmo com membros de seu próprio partido o PT.  Por outro lado, temos uma oposição débil e hesitante, que também não possui habilidade e tenacidade para apresentar propostas claras e uma direção segura ao país.


Todos sabem o que é necessário fazer, pois esta crise já vivenciamos antes, ou seja, esta nova matriz econômica idealizada pelo governo atual levou o país ao abismo e ainda pode piorar, se não houver um ponto de inflexão, alterando os rumos e restaurando os fundamentos macroeconômicos desprezados pela ideologia do PT.

A menos que haja um grande consenso nacional envolvendo partidos de oposição, sociedade civil, Entidades de classe, empresários e governo, não haverá solução para a crise. É preciso restaurar a confiança. Se o governo não sair pelo impedimento, Necessário se faz a formação de um grande acórdão nacional para restabelecer as bases de crescimento para o país.

Afinal em Davos, já estão discutindo a quarta revolução industrial (nanoteclonogia, impressão 3D, internet das coisas, robótica). Não podemos mais perder tempo com governos incipientes.


Zadok Zenas
lisboa




[1] Damocles: história contada por Cícero. Ver https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A2mocles

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