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QUANDO OS IMPÉRIOS VÃO A GUERRA | PAZ ARMADA

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  imagem criada por IA Quando os impérios vão à guerra O que Nabucodonosor, Ciro, Alexandre e Roma ensinariam sobre EUA, Irã e o mito da vitória moderna Por trás de cada guerra existe uma narrativa visível — e uma teologia invisível. Nos comunicados oficiais, os Estados modernos falam em segurança nacional, defesa preventiva, soberania, liberdade de navegação, estabilidade regional ou proteção da ordem internacional. Mas, por trás desse vocabulário técnico e aparentemente racional, ainda pulsa algo muito antigo: a necessidade de justificar a violência por meio de um princípio superior. Os impérios do passado não escondiam isso. Marchavam em nome dos deuses. A Babilônia guerreava sob a sombra de Marduque . A Pérsia invocava a ordem cósmica de Ahura Mazda . Alexandre atravessava continentes embalado pela convicção de que o destino lhe pertencia. Roma , por sua vez, transformou a guerra em método, a glória em liturgia e a paz em uma forma organizada de submissão. Hoje, o mundo prefer...

BRASIL- ELEIÇÕES - UMA MOEDA PARA O BARQUEIRO - 2 / A COIN FOR THE BOATMAN - 2

                                courtesy Wikipedia, picture by Alexander Litovchenko

UMA MOEDA PARA O BARQUEIRO - 2


autor: Paulo Silvano


Segundo a mitologia Grega, Caronte era o barqueiro responsável pela travessia das almas que deixavam este mundo e faziam a passagem ao além, pagando uma moeda (óbolo ou danake) pela travessia. Aqueles que não tinham condições de pagar a quantia vagavam pelo hades por cerca de cem anos. Ainda segundo a lenda, somente os heróis: Héracles, Orfeu, Psiquê dentre outros, conseguiram viajar até o mundo interior e retornar ao mundo dos vivos, trazidos pela barca de Caronte.

Aqui no mundo dos vivos, terra “Brasilis” estamos tentando fazer uma travessia do mundo real para o mundo ideal. Em artigo anterior , mencionei as obras de ampliação do canal do Panamá, prevista para termino em 2015, abrindo novas perspectivas e oportunidades para transito de navios de grande porte para cruzar este canal que liga o oceano atlântico ao pacífico.

O porto de Miami, antecipando os prognósticos, já começou a se preparar, viabilizando recursos para realização de obras de infraestrutura, construindo um túnel para o trafego de carretas ligando diretamente ao porto sem interrupção ou paradas, alem de projetos para construção de pontes e viadutos. Somado a isto, há também recursos para interligação de uma linha férrea entre o porto, costa leste e oeste e demais estados  através da ferrovia Florida East Cost Railway(FEC).

Agora temos que atravessar outro canal e este está sendo construído no Brasil, trata-se da escolha de novo governante (a) que vai conduzir o país para mundo de prosperidade e equilíbrio entre os principais atores globais. Dentre os heróis ou presidenciáveis  mais destacados nas pesquisas estão duas Senhoras e um Senhor que se dizem prontos a descer ao mundo interior – pois o próximo ciclo governamental não será fácil para qualquer um(a) que vença as eleições -  E voltar triunfante ao mundo dos vivos.

No mundo interior, não encontrarão vida fácil, seres estranhos permeiam o caminho  daqueles que ousam penetrar àquele lugar insólito. Inflação alta, baixo crescimento do PIB, desindustrialização, classe empresária desconfiada, déficits comerciais na balança, custo de produção elevado e mão de obra desqualificada, ajustes fiscais e por vai o séquito a ser derrotado  pelas mãos do vencedor do sufrágio.

A moeda, os milhões de votos depositados nas urnas os quais habilitará o herói ou heroína a este périplo pelo mundo subterrâneo, e que mundo hostil! Não obstante,  não garante o sucesso, pois é o preço a ser pago somente para fazer a passagem. Lembrando que o barqueiro de posse do valor, apenas realiza a travessia, não se envolve na luta a ser travada. Haverá momentos em que o viajante se sentirá só e terá que fazer alianças com seres estranhos, com interesses difusos, outras vezes terá que tomar decisões difíceis e eliminar oponentes sem piedade. Toda esta jornada será o batismo de nosso herói/heroína a retornar ao mundo dos vivos, isto é o mundo real triunfante e ser aclamado pelo público ou viver para sempre no limbo.

A sociedade e as instituições, tal qual Penélope, esposa de Ulisses no poema Grego de Homero “Odisseia” terá que resistir firmemente aos apelos de políticos interesseiros e pretendentes aos mais diversos cargos, se auto proclamando salvadores da pátria(Mnesteres??) tentado assumir o controle, enquanto nosso herói/heroína está lutando no mundo invisível para transformar o mundo ideal em real.

 Por sorte, temos uma sólida democracia e instituições bem arraigadas, uma classe empresarial aguerrida e  disposta a trabalhar e investir, precisamos assegurar todas as condições, segurança jurídica, reformas fiscais e outros mecanismos para atrair mais investimentos estrangeiros e criar uma sinergia entre Governo, empresários e trabalhadores de forma que as transformações ocorram melhorando a distribuição de riquezas e facilitando esta passagem para o mundo ideal . O mundo real, nós já conhecemos e sabemos que necessita de transformação.

Agora é a hora de transformação e mudanças, com planejamentos e metas bem definidas. Não podemos perder a barca para um mundo novo de prosperidade e eficiência. Caso contrário, estaremos vagando e teremos que esperar pelos heróis mitológicos nos ajudarem. O perigo é que; até eles podem entrar em “default” ou ter interesses próprios mais urgentes.


Dados sobre o autor:
Paulo S.Silvano Oliveira
Advogado
Extensão em Direito marítimo
“Expertise” em portos – tendo atuado por 10 anos em portos da VALE.

Linkedin: BR.linkedin.com/in/paulosilvano

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