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QUANDO OS IMPÉRIOS VÃO A GUERRA | PAZ ARMADA

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  imagem criada por IA Quando os impérios vão à guerra O que Nabucodonosor, Ciro, Alexandre e Roma ensinariam sobre EUA, Irã e o mito da vitória moderna Por trás de cada guerra existe uma narrativa visível — e uma teologia invisível. Nos comunicados oficiais, os Estados modernos falam em segurança nacional, defesa preventiva, soberania, liberdade de navegação, estabilidade regional ou proteção da ordem internacional. Mas, por trás desse vocabulário técnico e aparentemente racional, ainda pulsa algo muito antigo: a necessidade de justificar a violência por meio de um princípio superior. Os impérios do passado não escondiam isso. Marchavam em nome dos deuses. A Babilônia guerreava sob a sombra de Marduque . A Pérsia invocava a ordem cósmica de Ahura Mazda . Alexandre atravessava continentes embalado pela convicção de que o destino lhe pertencia. Roma , por sua vez, transformou a guerra em método, a glória em liturgia e a paz em uma forma organizada de submissão. Hoje, o mundo prefer...

EXPORTAÇÃO DE CARNE À RUSSIA. CONTRATO DE RISCO


fonte  http://www.acrissul.com.br/upload/noticia/1389008487.jpg


A CBN veiculou noticia em que o Brasil volta a exportar carne para Russia, sob protestos da União Européia e Estados Unidos devido aos embargos impostos àquele pais. Cada pais é soberano em seus acordos e contratos de vendas internacionais com outras nações. Neste caso o Brasil não participa dos embargos propostos, e os BRICS(Brasil e Russia são partes) mantem acordos de redução tarifária e trocas mútuas.

O problema é que o custo deste tipo de exportação sai mais caro, pois há um agravamento dos riscos e aumento das taxas. Algumas empresas, portos da Russia e regiões consideradas sob levantes, estão sob embargos internacionais. Empresas estas que constam de uma imensa lista de "empresas non gratas" relacionadas com o mercado internacional. Portanto, há um risco maior em relação aos contratos de seguros de exportação pagamento de frete maritimo. Pois, algumas companhias seguradoras e clubes de P&I(seguros protetivos dos armadores) já tem informado aos "carriers" e clientes em potencial, a possibilidade de não cobertura da apólice em escalar determinados portos sob embargo e empresas que estão relacionadas na lista como "não negociáveis"

Embora a maioria das exportações Brasileiras seja na modalidade "FOB" o que reduz um pouco o custo e burocracia, mesmo assim existe risco de não pagamento do seguro e em caso de litigio internacional com relação à carta de crédito será muito difícil para o exportador exigir o adimplemento do contrato, caso a empresa esteja inserida na "black list". Portanto, vai depender muito da formulação do contrato, cláusulas inseridas, principalmente a "paramount clause" que aponta o forum e a lei que sera aplicada.

Assim sendo todo o cuidado é pouco nestes momentos de crises.


autor:


Paulo Silvano
Dados sobre o autor:
Paulo S.Silvano Oliveira
Advogado(maritimo e contratos)
Extensão em Direito marítimo
“Expertise” em portos – tendo atuado por 10 anos em portos da VALE.
Linkedin: BR.linkedin.com/in/paulosilvano



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